1 - TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO
FRANCISCO – PRÓS E CONTRAS !
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A TRANSPOSIÇÃO
DO RIO SÃO FRANCISCO É O PROJETO DE TRANSPOSIÇÃO DE PARTE DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO, NO BRASIL, NOMEADO PELO GOVERNO
BRASILEIRO COMO "PROJETO DE INTEGRAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO COM BACIAS
HIDROGRÁFICAS DO NORDESTE SETENTRIONAL".
O PROJETO É UM EMPREENDIMENTO DO GOVERNO
FEDERAL, SOB RESPONSABILIDADE DO MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL – MIN. A OBRA PREVÊ A CONSTRUÇÃO DE MAIS DE 700 QUILÔMETROS DE CANAIS
DE CONCRETO EM DOIS GRANDES EIXOS (NORTE E LESTE) AO LONGO DO TERRITÓRIO DE
QUATRO ESTADOS (PERNAMBUCO, PARAÍBA, CEARÁ E RIO GRANDE DO NORTE) PARA O DESVIO DAS ÁGUAS DO
RIO. AO LONGO DO CAMINHO,
O PROJETO PREVÊ A CONSTRUÇÃO DE NOVE ESTAÇÕES DE BOMBEAMENTO DE ÁGUA.
ORÇADO ATUALMENTE EM R$ 8,5 BILHÕES, O PROJETO,
TEORICAMENTE, IRRIGARÁ A REGIÃO NORDESTE E SEMIÁRIDA DO BRASIL.
O
PRINCIPAL ARGUMENTO DA POLÊMICA DÁ-SE SOBRETUDO PELA DESTINAÇÃO DO USO DA ÁGUA:
OS CRÍTICOS DO PROJETO
ALEGAM QUE A ÁGUA SERÁ RETIRADA DE REGIÕES ONDE A DEMANDA POR ÁGUA PARA
USO HUMANO E DESSEDENTAÇÃO ANIMAL É MAIOR QUE A DEMANDA NA REGIÃO DE DESTINO E
QUE A FINALIDADE ÚLTIMA DA TRANSPOSIÇÃO É DISPONIBILIZAR ÁGUA PARA A AGROINDÚSTRIA E A CARCINICULTURA — CONTUDO, APESAR DA CONTROVÉRSIA,
TAIS FINALIDADES SÃO ELENCADAS COMO POSITIVAS NO RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL
(RIMA) EM RAZÃO DA CONSEQUENTE GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA.
A
GESTÃO DAS ÁGUAS DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO
Roberto
Malvezzi (Gogó) *
Um dos aspectos pouco debatidos no projeto de transposição do rio São
Francisco é exatamente a forma como essas águas serão administradas. Essa questão, que a
princípio parece secundária, é fundamental. Na verdade, o entendimento da
gestão explica toda a estratégia e ponto de chegada do projeto.
Em princípio, as Centrais Hidroelétricas do São Francisco (Chesf) irão constituir uma empresa (Chesf
Águas) que será responsável pela captação e transferência dessas águas
até aos estados receptores. A Chesf irá vender as águas do São Francisco às
empresas criadas por esses estados, sejam elas públicas ou privadas. Não sei
como uma empresa pode fazer isso à revelia do Comitê de Bacias, mas ultimamente
tudo é possível. Portanto, primeiro entendimento: a Chesf transformará as águas do São Francisco em
mercadoria e as venderá como um produto qualquer.
Cada estado, por sua vez, terá que criar sua empresa receptora, seja ela
pública ou privada. Quando as águas transpostas ultrapassarem o divisor de
águas e caírem nos estados receptores, então entra a vez das empresas
estaduais. Elas vão comprar essas águas da Chesf Águas e as venderão para os
usuários. Entenda-se por
usuários os que vão utilizar essas águas com finalidade econômica: irrigantes,
criadores de camarão, indústria, empresas de saneamento, assim por diante.
No caso do saneamento, as empresas comprarão águas das empresas receptoras do
São Francisco e as repassarão ao consumidor final.
Dom Frei Luiz Flávio Cappio
PROSTETOU CONTRA A TRANSPOSIÇÃO
FAZENDO GREVE DE FOME
Portanto, do ponto
de vista do abastecimento humano, as águas do São Francisco passarão pelo
aumento de preço em três etapas: na venda da Chesf para as empresas estaduais,
na venda das estaduais para as empresas de saneamento e finalmente na venda das
empresas para os consumidores finais. Como estará lidando com a água de
uma forma mercantil, evidente que cada empresa, além de seus custos, terá sua
margem de lucro. O preço da água para o consumidor final, então, ainda é
praticamente incalculável, apesar dos discursos oficiais garantirem preço
acessível.
Mas não é só isso. Hoje as águas de chuvas estocadas nos açudes
nordestinos são de graça. Não há custo com energia, manutenção de obras, mão de
obra, etc. Há apenas o custo da distribuição dessa água, onde ela acontece.
Porém, se um dia chegarem as águas da transposição, as empresas vão se apossar
também dessa água de chuva, já que as águas da transposição serão despejadas
exatamente nos grandes açudes que abastecem a região Norte e Nordeste. Resumo
da ópera: toda açudagem
nordestina, construída com dinheiro público e a serviço do povo, será
transformada em propriedade privada após a transposição. Literalmente,
uma eterna mina de dinheiro. Nem Midas sonhou que fosse tão fácil transformar
água em ouro.
Após essa simples constatação fica fácil entender a grande estratégia da
transposição, isto é, a privatização e mercantilização das águas nordestinas.
Essa aspiração não é tão nova. Já no governo Fernando Henrique, sob
influência do Banco Mundial, a Agência Nacional de Águas forçava o Ceará a
criar um “mercado de águas”. Era para ser uma experiência piloto para todo o
Brasil. Com a chegada de Lula ao poder, não houve tempo para sua implantação.
Havia um certo alívio na Secretaria Nacional de Recursos Hídricos com a
supressão dessa experiência. Porém, para surpresa geral, a transposição é muito
mais grave em termos de privatização e mercantilização, do que a própria
experiência do mercado de águas. Agora, a própria Chesf afirma que fará leilão das águas excedentes do
São Francisco. Portanto, quem menos anda, voa.
Nessa questão da transposição não há espaço para ingenuidade e nem meio
termo. Quem apoiar a transposição estará apoiando, no futuro, a privatização e
mercantilização de toda água nordestina.
As populações dos estados receptores também precisam tomar consciência desses desdobramentos. Quem vai pagar essa conta é o povo do Nordeste. Por isso que o Professor João Abner da Costa, do Rio Grande do Norte, costuma dizer que a transposição é um “presente de Grego”. Isto mesmo, a população terá que pagar muito mais caro, sem aumentar uma gota d’água no consumo, pela água que recebe hoje. Com um agravo: não terá mais como voltar atrás. Estará para sempre dependente das empresas privadas que comercializarão todas as águas do Norte e Nordeste.
As populações dos estados receptores também precisam tomar consciência desses desdobramentos. Quem vai pagar essa conta é o povo do Nordeste. Por isso que o Professor João Abner da Costa, do Rio Grande do Norte, costuma dizer que a transposição é um “presente de Grego”. Isto mesmo, a população terá que pagar muito mais caro, sem aumentar uma gota d’água no consumo, pela água que recebe hoje. Com um agravo: não terá mais como voltar atrás. Estará para sempre dependente das empresas privadas que comercializarão todas as águas do Norte e Nordeste.
Penso que é um preço amargo demais para quem acha que vai melhorar sua
condição de vida com as águas da transposição.
* Roberto Malvezzi, o Gogó,
tem formação em teologia e filosofia, e é integrante da Coordenação Nacional da
CPT (Comissão Pastoral da Terra)
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APRENDA MAIS SOBRE O
O RIO SÃO FRANCISCO, POPULARMENTE
CONHECIDO POR “VELHO CHICO”, NASCE NA SERRA DA CANASTRA (MINAS GERAIS). POSSUI
UMA EXTENSÃO DE 2800 QUILÔMETROS E ATRAVESSA OS ESTADOS DE MINAS GERAIS,
BAHIA,
PERNAMBUCO,
SERGIPE
E ALAGOAS.
O RIO SÃO FRANCISCO DESEMBOCA NO OCEANO ATLÂNTICO E POSSUI VÁRIOS RIOS AFLUENTES EM SUA BACIA HIDROGRÁFICA: ABAETÉ, DAS VELHAS, PARAOPEBA, JEQUITAÍ, PARACATU, VERDE GRANDE, URUCUIA, CARINHANHA, CORRENTE E GRANDE.
O SÃO FRANCISCO POSSUI UMA GRANDE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA NA REGIÃO POR ONDE PASSA, POIS, É USADO PARA NAVEGAÇÃO (EM ALGUNS TRECHOS), IRRIGAÇÃO DE PLANTAÇÕES E PESCA. EM FUNÇÃO DESTA IMPORTÂNCIA, EXISTE UM PROJETO DO GOVERNO FEDERAL QUE PRETENDE FAZER A TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARA QUE AS ÁGUAS POSSAM ATINGIR REGIÕES QUE SOFREM COM A SECA NORDESTINA.
O RIO SÃO FRANCISCO DESEMBOCA NO OCEANO ATLÂNTICO E POSSUI VÁRIOS RIOS AFLUENTES EM SUA BACIA HIDROGRÁFICA: ABAETÉ, DAS VELHAS, PARAOPEBA, JEQUITAÍ, PARACATU, VERDE GRANDE, URUCUIA, CARINHANHA, CORRENTE E GRANDE.
O SÃO FRANCISCO POSSUI UMA GRANDE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA NA REGIÃO POR ONDE PASSA, POIS, É USADO PARA NAVEGAÇÃO (EM ALGUNS TRECHOS), IRRIGAÇÃO DE PLANTAÇÕES E PESCA. EM FUNÇÃO DESTA IMPORTÂNCIA, EXISTE UM PROJETO DO GOVERNO FEDERAL QUE PRETENDE FAZER A TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARA QUE AS ÁGUAS POSSAM ATINGIR REGIÕES QUE SOFREM COM A SECA NORDESTINA.
CURIOSIDADE: O
RIO SÃO FRANCISCO TAMBÉM É CONHECIDO COMO RIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL.
coisanordestina@gmail.com coisanordestina@gmail.com
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2 - CINEMA
Gonzaga
- de Pai para Filho
é
eleito o melhor filme da Mostra
de
Cinema Brasileiro na Rússia
A
narrativa vencedora é marcada pela música e pelas histórias de vida do
sanfoneiro, cantor e compositor Luiz Gonzaga e de seu filho, o também
compositor e cantor Gonzaguinha(Marcos Farias / Arquivo Pessoal)
Brasília - O longa nacional Gonzaga
- de Pai para Filho, do diretor Breno Silveira, foi escolhido pelo público como o melhor filme da 6ª Mostra de Cinema
Brasileiro na Rússia. A produção recebeu o maior número de votos de
“excelente”. A mostra foi realizada de 9 a 15 de outubro em Moscou e, em
seguida, de 17 a 20 em São Petersburgo.
A narrativa vencedora é marcada pela música e pelas histórias de vida do
sanfoneiro, cantor e
compositor Luiz Gonzaga e de seu filho, o também compositor e cantor
Gonzaguinha. A tensa relação entre pai e filho é o fio condutor do
filme, uma superprodução de R$ 12 milhões, rodada em locações no Nordeste e no
Rio de Janeiro. O roteiro de Patricia Andrade teve como fonte o livro Gonzaguinha
e Gonzagão – Uma História Brasileira, da jornalista Regina Echeverria.
Além do filme vencedor, a 6ª Mostra de Cinema Brasileiro na Rússia
exibiu nove produções brasileiras, entre elas as comédias Vendo ou Alugo, Até que a Sorte nos Separe e De
Pernas pro Ar 2. Também foram exibidos os dramas À Beira do Caminho e Paraísos
Artificiais. O ator que interpreta o mestre Gonzaga, Chambinho do
Acordeon, esteve presente na mostra e participou de um debate com o público.
Organizado pela Linhas Produções Culturais, em parceria com a Embaixada
do Brasil em Moscou e com o Departamento Cultural do Ministério das Relações
Exteriores, o projeto tem como
objetivo disseminar a cultura brasileira na Rússia, apresentando produções
cinematográficas contemporâneas.
Edição:DaviOliveira
Direitos autorais: Creative
Commons - CC BY 3.0
3 - POR VIDAS MENOS SECAS
Pesquisadores discutem os avanços na previsão de situações extremas no
Nordeste e apontam alternativas para adaptar a região ao ciclo interminável da
seca, trazer desenvolvimento ao interior e evitar os efeitos de possíveis mudanças
no clima.
Por: Marcelo Garcia
Não é preciso ser alarmista nem se enveredar por cenários pessimistas sobre
mudanças climáticas para perceber: a situação da água é preocupante em todo o
mundo. A população mundial quase triplicou desde 1950 e o desenvolvimento
trouxe novas demandas de produção e novos hábitos de consumo e higiene, o que
pressiona cada vez mais nossos recursos naturais, em especial a água. No Nordeste
do Brasil, onde a preocupação com a seca vem de longa data, está em curso uma das
piores estiagens das últimas décadas. Mas o que deve ser feito para adaptar a
região e promover seu desenvolvimento mesmo sob tais condições?
“Hoje, um bilhão de pessoas não têm acesso seguro à água para beber e as
áreas com tendência à desertificação no mundo têm crescido, inclusive no
semiárido nordestino, por fatores como o mau uso do solo e a derrubada da
cobertura vegetal”, avaliou o engenheiro José Almir Cirilo, secretário de
recursos hídricos e energéticos de Pernambuco, durante mesa-redonda realizada
na 65ª Reunião
Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. No
contexto global, a questão já vem gerando tensões internacionais. No Nordeste,
não se fala em guerra, mas a seca atual tem deixado o clima mais ‘quente’,
segundo Cirilo, com disputas locais pela utilização de reservatórios ainda não
exauridos.
Cirilo: “Hoje, um bilhão de pessoas não têm acesso seguro à água para
beber e as áreas com tendência à desertificação no mundo têm crescido,
inclusive no semiárido nordestino”
No total, o semiárido nordestino abriga 22 milhões de pessoas, quase
metade delas em áreas rurais. Ao contrário do que se pode pensar, o histórico
problema na região não acontece por falta de chuvas, como explicou o
meteorologista Antonio Divino Moura, diretor do Instituto Nacional de
Meteorologia. “O problema seria, então, a gestão dos recursos? Também, mas não
só isso”, afirmou. “Existe um conjunto de fatores desfavoráveis: chuvas muito
mal distribuídas, evaporação muito intensa, solos rasos que acumulam menos
água, salinização da água pela presença de rochas cristalinas e falta de
aquíferos de grande porte.”
As perspectivas de mudanças climáticas podem agravar o cenário. Um estudo
feito por Cirilo avaliou o possível efeito do aquecimento global sobre as
barragens do rio São Francisco: considerando apenas o aumento do intervalo de dias
sem chuva, sem redução do volume pluviométrico total, a pesquisa mostrou que os
mananciais passariam mais tempo secos, encheriam mais rápido e perderiam mais
água – uma redução que poderia chegar a 30% no volume desses reservatórios.
O clima sob análise
Um importante fator para prevenir o impacto negativo das secas é uma
acurada previsão meteorológica, que consiga prever esses acontecimentos
intensos. Moura explicou que essa ciência ainda é relativamente nova no Brasil
e os conhecimentos sobre o clima do Nordeste também, mas já têm contribuído
bastante para a tomada de decisão e a adaptação da região em busca de um desenvolvimento
sustentável mesmo diante de condições severas.
“Há 30 anos ninguém estudava o Nordeste, mas hoje existe mais
conhecimento sobre a dinâmica climática da região, a importância de cada componente,
é possível identificar tendências de seca e inundações”, destacou Moura. Um
passo importante para conhecer melhor o clima da região, segundo o
meteorologista, é estudar a história – um modelo climático melhor do que
qualquer simulação. “Recuperar essa memória é importante para entender a
variabilidade natural do sistema e avaliar possíveis mudanças climáticas”,
afirmou. “No entanto, a tarefa é complicada: temos acervos com mais de 12
milhões de documentos, desde a época do Império, mas tudo em papel e em estado
muito frágil.”
Para Moura, o maior conhecimento meteorológico ajuda a explicar, por
exemplo, os diferentes impactos da seca de 1877, considerada a pior da história
por ter causado milhares de mortes, e da seca de 1998, também muito grave, mas
sem casos fatais. Cirilo destacou outros dois fatores que ajudaram a minimizar
o drama nos últimos anos: o desenvolvimento do país e os benefícios sociais
concedidos aos habitantes da região.
Mitigação e adaptação
Desde o ano passado, no entanto, o Nordeste vem sendo fustigado por uma
forte seca, após alguns anos de refresco – de fevereiro a abril de 2013, choveu
menos de 50% do normal em diversas regiões, índice muito abaixo da média
histórica. Para tentar fugir desse ciclo sem fim, muitas tecnologias têm sido
empregadas na região e está em andamento uma das maiores obras hidráulicas do
mundo, a transposição do rio São Francisco.
De fevereiro a abril de 2013, choveu menos de 50% do normal em diversas
regiões do Nordeste
Segundo Cirilo, medidas simples já podem significar um grande avanço.
“Toda casa deveria ter cisternas para acumular água da chuva, precisamos
investir em poços, barragens subterrâneas, equipamentos de dessalinização da
água para extrair o recurso de leitos cristalinos e no terraceamento para
otimizar recursos hídricos na agricultura”, exemplificou. Entre os gastos, há o
custo de manutenção dos equipamentos – para o engenheiro, um emprego de
recursos muito mais eficiente do que a contratação de caminhões-pipa.
A falta de adequação das atividades econômicas da região à seca compôs,
segundo Cirilo, a ‘cara’ do evento atual, marcada pelas imagens impactantes do
gado morto. “A área do agreste não é boa para produzir gado bovino”, afirmou.
“Mas, com a melhora da qualidade de vida e vários anos de invernos chuvosos, o
otimismo aumentou e as pessoas investiram em pequena pecuária, que recebeu o
primeiro e mais severo impacto do clima.”
Pensar em alternativas de combate à seca em longo prazo passa, segundo o
engenheiro, pela busca de opções para suprir a necessidade de água já
existente. “Em Pernambuco, por exemplo, a única forma de atender a demanda de
cidades como Feira de Santana e Caruaru, com mais de 300 mil habitantes, é a
transposição das águas do São Francisco”, avaliou. “Estamos apostando todas as
nossas fichas nisso, não temos mais recursos hídricos locais a serem aproveitados,
não há mais onde construir barragens.” Apesar do otimismo do secretário de
recursos hídricos e energéticos de Pernambuco, a obra, orçada em R$ 8,3
bilhões, foi severamente criticada em outra
mesa-redonda na reunião da SBPC.
Para adaptar de fato a região à seca, no entanto, Cirilo destacou a
necessidade de incentivar atividades econômicas que levem desenvolvimento ao
interior. “É o que pretendemos fazer em parte do agreste com a transposição:
estimular a produção de alimentos, a agroindústria, onde os solos são mais
favoráveis”, explicou. “Nesse caso, não é só trazer a água, mas investir no
armazenamento, processamento e escoamento; por isso, vai ser implementada a
ferrovia transnordestina, que ligará o interior aos portos, a preços competitivos”,
completou.
MARCELO GARCIA - CIÊNCIA HOJE
coisanordestina@gmail.com coisanordestina@gmail.com MARCELO GARCIA - CIÊNCIA HOJE





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